Abaixo, nosso colunista Serginho Lau fala sobre o campeonato em Huntington Beach, na Califórnia (EUA), no qual a marca Hurley ofereceu US$ 100 mil dólares para o primeiro lugar. O brasileiro que chegou mais perto da bolada foi o Mineirinho (Adriano de Souza). Leia a seguir como foi o evento, que aconteceu dia 26 de julho.
O cifrão em US$ é verdadeiro! A Hurley, patrocinadora do evento, ofereceu US$ 100 mil dólares para o grande campeão de uma das mais tradicionais etapas do mundo do surf em Huntington Beach, na Califórnia (EUA). A maior premiação na história do surf! Pena que era apenas para o primeiro.
O segundo lugar recebe humildes US$ 10 mil dólares, numa discrepância ridícula. Quer aumentar a premiação? Então aumenta para todos, não fazendo dos surfistas gladiadores em busca de um superprêmio. Digo super, pois para as premiações do surf esse valor é altíssimo, mas em comparação com outros esportes, como o tênis, isso é uma porcentagem ínfima da valorização que outros esportes oferecem as suas estrelas.
Atletas brasileiros ficaram motivados a ganhar essa bolada e dar um jeito em suas vidas, além de dar um belo update na carreira com a exposição gerada pela possível conquista. Quem chegou mais perto foi o nosso melhor representante no circuito mundial da ASP, Adriano de Souza, o Mineirinho, que derrubou o maior ídolo do surf mundial, Kelly Slater, nas quartas de final.
O favorito da etapa foi eliminado por um brasuca determinado, que fez a festa da torcida na praia lotada! “Brasil, Brasil, Brasil”, era o que se escutava numa das arenas mais clássicas do surf. Somente nós mesmos pra colocar todo o sangue e representar a nossa pátria amada em qualquer parte do mundo e em qualquer modalidade.
Mas infelizmente, Mineirinho não conseguiu passar na semifinal contra outro campeão mundial, o australiano Mick Fanning. As ondas demoravam a aparecer, ainda mais com a maré cheia que deixava as ondas mais deitadas e mais difíceis de radicalizar.
O brasileiro bem que tentou dar alguns aéreos rodando, mas não acertou nenhum, assim abrindo o caminho para a final entre Austrália e EUA. A sensação norte-americana Brett Simpson e o galego Mick Fanning. O americano está com a estrela esse ano! Vem despontando no WQS, onde ocupa a quinta colocação e mostra sua consistência e surf de alto desempenho, apesar de sua cara de atorzinho americano no estilo American Pie.
O cara quebrou e levou em casa US$ 100 mil dólares. E pra completar, no evento de seu patrocinador principal. Se deu bem. Mais os bônus de patrocínio. Ôpaaaa!
Pra finalizar, vale a pena dar os parabéns para o Minero, Miguel Pupo, Jadson André, Paulo Moura, Heitor Alves e Bruno Rodrigues, este pernambucano que hoje mora na Califa e correu o evento representando a América.
Longas ondas!
Serginho Laus
Um dos percussores do surf na Pororoca, é referência no cenário nacional e internacional. Atualmente possui registros no Guinness Book, o livro dos recordes, da onda mais extensa e da maior onda de pororoca já surfada no mundo (acesse www.surfandonaselva.com.br)