Abaixo nossa colunista Karol Meyer junto com Renata Falzoni participaram do projeto Amazônia, mergulharam com boto cor de rosa (Tucuxi) e conheceram um pouco da floresta tropical e o maior rio do mundo o Amazonas
Karol Meyer, participou do Projeto Amazônia e mergulhou no maior rio do planeta, o Amazonas! Para a atleta foi um momento inacreditável, conhecer a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo e o maior rio do mundo, cujo volume de suas águas representa 20% de toda a água presente nos rios do planeta.
O programa havia reservado um belíssimo quarto no Amazon Jungle Palace Hotel, mas a vontade de ficar ainda mais próxima da natureza foi maior... Ao chegar, Karol Meyer largou as malas no quarto e deu um passeio pelo surpreendente hotel flutuante.
Estusiasmada com a chegada e tanta novidade, a atleta encontrou um local perfeito para realizar uma sessão de yoga e pranayama e renovar as energias. Enquanto respirava, podia escutar o canto dos pássaros e um sol suave do entardecer na floresta.
Mais tarde veio o encontro com a produção da ESPN e a idéia da cinegrafista e produtora Renata Falzoni para incrementar a programação com dias na selva.
Sem tem a menor noção de como isto se daria, a mergulhadora arrumou sua pequena mochila e material de mergulho e partiram.
O barqueiro e guias Raimundo e Abdias conheciam o local muito bem, rios e matas como a palma da mão, fato que gerou grande segurança para a equipe.
A melhor maneira de conhecer a região é realizando passeios de barco, chegando mais facilmente aos igapós, ilhas fluviais, afloramentos rochosos, praias fluviais de areia branca, sendo possível realizar caminhadas pela mata, pernoitar na selva, focar animais, dentre outras aventuras.
A primeira missão foi um verdadeiro presente: mergulhar no Rio Negro e conhecer os belos botos cor-de-rosa, espécie ameaçada de extinção.
A teoria é de que o boto afastou-se de seus ancestrais oceânicos há 15 milhões de anos, no período conhecido como Mioceno. Na época, "o nível dos mares era mais elevado", e partes extensas da América do Sul, incluindo a bacia Amazônica, podem ter sido inundadas por águas rasas e salobras. Quando esse mar interior recuou, os golfinhos permaneceram na bacia fluvial. (biólogo Healy Hamilton)
Os botos são cetáceos, mamíferos marinhos de água doce, nome científico Inia Geoffrensis, únicos na região Amazônica. Bico comprido, olhos miúdos, pequena barbatana dorsal e despido de espinha dorsal, é maior entretanto nada com maior agilidade do que seus parentes do mar, visto que na estação das chuvas precisam se deslocar com cautela entre troncos, raízes e galhos de árvores submersas em busca de alimento, são predadores natos, dificilmente perdem um ataque e adoram comer peixes e crustáceos. Infelizmente a pesca ilegal, encontros fatais com redes e crenças supersticiosas levaram o boto à ameaça de extinção!
O barco atracou numa plataforma fixada por enormes troncos, no meio do rio, criada pelo Ariaú Amazon Towers (hotel no meio da mata, cuja idéia de obra foi em parte do saudoso Jacques Cousteau) e foram recepcionados por um grupo de botos que seguia nadando velozmente na direção da plataforma.
“Mesmo com pouca visibilidade é possível ver o seu tom rosa do corpo. Coloquei rapidamente minha roupa de neoprene Mormaii e nadadeiras e cai na água! Mal podia acreditar no que estava acontecendo... eram vários, são maiores que os golfinhos do mar, um bico diferente, dentes fortes e uma espécie de bochecha, dão uma fisionomia peculiar. Ao tocar, percebi uma pele macia e, incrivelmente, não temem a nossa presença. Eles são chamados de Tucuxi na língua local” e somente os machos, os mais agressivos, são rosados e capturam materiais com a boca para chamar a atenção da fêmea.
Fiz várias descidas para encontrá-los numa água um pouco mais fria, mais no fundo, onde a água era escura, mas ainda era possível observá-los, melhor do que da superfície.” (conta Karol Meyer)